terça-feira, 17 de maio de 2011
terça-feira, 3 de novembro de 2009
EURICO MIRANDA
Eurico Miranda
Aline Pereira e José Geraldo Azevedo
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Eurico Miranda e polêmica sempre foram sinônimos durante o tempo em que esteve à frente de um dos maiores clubes do Brasil, o Vasco da Gama. Brigas, bate-bocas, desafetos, títulos, amigos e inimigos foram algumas coisas que o ex-presidente do Gigante da Colina colecionou durante a maior parte dos 64 anos de vida. Hoje comandando um escritório de advocacia que sempre manteve junto com as atividades do futebol, Eurico recebeu a reportagem do site Justicadesportiva.com.br para falar, obviamente, sobre futebol e Vasco da Gama.
Com o habitual charuto em mãos, Eurico falou sobre o atual momento vivido pelo time do coração, na Série B, e contou como tem se sentido com esta situação. Ele também criticou os defensores da adequação do calendário do futebol brasileiro ao europeu. Eurico Miranda ainda aconselhou o Fluminense, lanterna do Campeonato Brasileiro, e contou que não pretende voltar ao Vasco, de onde saiu no ano passado após sua chapa sair derrotada das eleições convocadas após anulação de pleito anterior no clube.
JD – Você é a favor do formado de pontos corridos no Campeonato Brasileiro?
Eurico Miranda – “Sempre houve uma campanha muito forte da mídia com essa história de pontos corridos. Isso não é o que o apaixonado pelo futebol quer. Aqui é diferente. Você não tem quer copiar modelos europeus. A única coisa que o Brasil não tem que copiar de ninguém é o futebol. Se o futebol do Brasil não fosse organizado como muitos dizem, se fosse um país caracterizado apenas por ter excelentes jogadores, não estaríamos onde estamos. Não adianta ter uma boa quantidade de jogadores se não tem um mínimo de organização. O Brasil é cinco vezes campeão do mundo por que? Porque tem organização e isso foi baseado principalmente nos dois grandes centros, São Paulo e Rio de Janeiro. O torcedor quer ver o seu time sempre campeão. Ele quer o seu time com possibilidades de disputar título. Quando você disputa uma competição em que a parte mais interessante passa a ser você não ser rebaixado, o torcedor não vai comparecer. Quem está no meio da tabela não vai ao estádio ver o seu time jogar. O Estadual do Rio de Janeiro tem muito mais apelo do torcedor e sempre fui contrário a esse formato de pontos corridos”.
JD – Por que os jogadores não querem mais ficar no Brasil?
Eurico Miranda – “O futebol é difícil. Surgiram algumas medidas que prejudicaram muito os clubes. Os clubes são as células do futebol e sem eles não existiria nada. De repente vem uma Lei Pelé que tirou dos clubes a sua essência, que era a formação dos jogadores. O sonho de qualquer menino que começava era um dia jogar num clube do Rio de Janeiro e jogar no Maracanã. Hoje eles pertencem a empresários, não têm mais ligação com os clubes por conta de algo que não vejo como um problema, que é competir com o futebol europeu. É tão antigo o fato de um jogador ir para a Europa. Aliás, foi algo que sempre motivou os clubes para ter mais investimento. Era o ciclo que se renovava. A partir do momento em que houve um corte brusco nisso, em toda a estrutura do futebol, os clubes sofreram muito com isso, e os do Rio foram os mais afetados. Talvez isso tenha levado os clubes cariocas a não estarem hoje conquistando títulos. Se um dia vier a acontecer do Rio perder a hegemonia, se acontecer, não é para essa geração. Quem sabem em 50 anos?”
JD – Você apontaria algum favorito ao título do Brasileirão?
Eurico Miranda – “Acho que tem alguns clubes que tem um certo distanciamento dos outros, em questão de elenco, para esse campeonato. O Internacional teve uma caída, mas é um bom time. Tem também o Palmeiras e não me surpreenderei se o São Paulo vier a ser o campeão. Teve umas mudanças, mas é natural. Tem o Atlético/MG que está disputando bem, mas não acredito que terá fôlego para seguir até o fim. O título deve ficar entre Inter, Palmeiras e São Paulo”.
JD – Tem vontade de voltar a ser dirigente?
Eurico Miranda – “Não estou longe do futebol. Fui fundador do ‘Clube dos 13’ e isso foi a grande conquista dos clubes. Acho que agora não tenho que pensar em voltar a ser dirigente, e do Vasco nenhuma chance. Ajudei muito o Vasco e agora outros que ajudem. Servirei muito mais pela vivência que tenho no futebol, como uma espécie de consultor. O Vasco não deve abrir mão do pouco que sei e, sempre que for chamado, estarei presente. Mantenho sempre contato com quase todos os clubes do Brasil e uma vez ou outra alguém vem me pedir uma opinião”.
JD – Na sua gestão o Vasco correria o mesmo risco de cair para a Segunda Divisão, como acabou acontecendo no ano passado?
Eurico Miranda – “Eu usava uma frase que comigo não havia hipótese do Vasco cair para a Segunda Divisão, mas claro que os meus críticos e ‘inimigos’ achavam que, por exemplo, eu falava isso porque usaria de meios não-lícitos para impedir uma queda, mas não é isso. Quando falava, é porque quando se sente que há a possibilidade do rebaixamento, você tem que tomar medidas, e elas são administrativas. E tem que se tomar a tempo, não adianta se esperar, porque pode chegar num ponto que não tem mais jeito”.
JD – O Fluminense ainda tem chances de se recuperar e não ser rebaixado?
Eurico Miranda – “Se eles tomarem essas medidas (administrativas) não vão cair. Tem medidas gerais e medidas específicas. Você não pode tomar medida num clube que tomaria num outro. Até porque cada um tem a sua história e sua particularidade, e alguém que conheça essas particularidades é quem deve tomar uma medida. Nem sempre é o presidente do clube. Ele tem que ter a humildade de passar a bola para quem sabe de tudo, mas geralmente é o presidente que tem a condição de tocar o barco vendo pessoas que dêem suporte. O Fluminense tem que tomar medidas administrativas”.
JD – Você acha certo os clubes trocarem de treinadores quando passam por sufoco?
Eurico Miranda – “Todo mundo acha que as coisas melhoram com mudança de técnico, mas técnico não ganha jogo, ele pode perder jogo. Teve um treinador antigo que disse que não se faz omelete sem ovos. Não adianta ter um time sem jogadores, porque o treinador não vai fazer nada. Não adianta também sair contratando jogadores. Numa situação dessas, você tem que ter a certeza de que os pequenos detalhes estão funcionando, se o gelo chega, se a roupa está bem lavada, se os vestiários estão em condições, se a fisioterapia, musculação e departamento médico estão fazendo um bom atendimento, se os ônibus chegam e saem na hora certa, se que o serviço de limpeza está funcionando quando tem que funcionar, se as viagens estão sendo bem programadas. Não é tão simples”.
JD – Então não seria inteligente fazer o que muitos clubes fazem, atrasando salários de funcionários que recebem muito menos do que os jogadores?
Eurico Miranda – “O jogador tem que receber, mas os funcionários que ganham muito menos e trabalham nessa parte tem que receber em dia. Você não pode deixar um funcionário que ganha salário pequeno três meses sem receber. Isso afeta muito. Às vezes, você pode deixar de pagar um jogador com esses salários enormes para manter essa outra parte que é fundamental. Não justifica você pagar R$ 200 mil a um jogador e um funcionário que cuida da rouparia ganhando um salário mínimo e meio ficar sem receber quatro meses. A mídia quer saber se o futebol está em dia. Mas o que é o futebol? São os jogadores? Não, são todos que trabalham com a infra-estrutura necessária para o futebol acontecer. O jogador quer chegar e ter a sua roupinha limpa e separada no vestiário. As pessoas precisam entender o trabalho que temos para o time estar em campo. Você pode reduzir os custos, mas nunca vai conseguir reduzir o trabalho. Tem que ter os responsáveis por cada coisa, porque chega na hora do jogo, pode ser até que tenham esquecido do principal, que é a bola”.
JD – Por que o senhor sempre defendeu as federações de futebol?
Eurico Miranda – “Não se administra futebol pelo computador ou pelo telefone. São as federações que têm que fazer a administração. Esse Campeonato Brasileiro deve sua realização às federações. Coloca a CBF para realizar um jogo e vai ver que ela não tem estrutura. Parece simples organizar um jogo, mas não é. Primeiro tem que saber quem vai levar a bola, como vão se deslocar para lá, como vão dar as condições para o jogo. A CBF gosta muito de baixar normas, mas quem fiscaliza os clubes, quem cuida, quem trata, que faz e quem leva os clubes a fazerem isso são as federações”.
JD – Quando era dirigente, o senhor procurava orientar os seus jogadores quanto às infrações disciplinares?
Eurico Miranda – “Todos os meus jogadores eram orientados nesse sentido. Com jogador de futebol tem que falar quem eles respeitam, senão fica naquela história do acredite se quiser. A melhor figura para falar numa determinada situação é o presidente. A primeira coisa que o jogador vai perguntar e que ele quer saber é quem o paga, porque ele quer saber a quem cobrar se ele não receber. E quem paga é quem tem a credibilidade com o jogador. Além disso, com ele você não tem a possibilidade de errar. Você não erra duas vezes. Se você perder a credibilidade, você nunca mais recupera. Um jogador que tomasse cartão amarelo bobo para não viajar, porque não gostava de viajar, comigo viajava mesmo não podendo jogar, se soubéssemos que ele forçou o cartão”.
JD – Você é a favor da aplicação de multa para jogadores que não apresentam um bom comportamento?
Eurico Miranda – “Tem que ser analisado. Às vezes pode ter sido uma atitude infantil, mas se foi de propósito e não tinha a menor necessidade, acho que deve se punir sim. Existem várias maneiras de punir um jogador e talvez o que ele sinta mais é no bolso. Só que você não pode aplicar a punição para inglês ver. Existia aquela história de punir o jogador com pena pecuniária, mas quem pagava era o clube. Isso vai muito do dirigente. Mas tem que ter cuidado porque pode implicar na legislação trabalhista, porque não se pode descontar do salário do jogador. Tem que ter cuidado, mas sou favorável à punição dentro de um critério e não sendo levado pela paixão. Na época que eu era dirigente, profissional nenhum punia meus jogadores, a punição era minha. Entendo que um profissional não pode punir o outro porque ele também é passível de punição se ele errar. Das punições que apliquei, todas elas foram feitas por mim, ninguém tinha o poder de fazer isso. Poderiam apenas sugerir”.
JD – Se pudesse voltar no tempo, tem algo que faria diferente?
Eurico Miranda – “Tudo o que fiz faria de novo. Claro e evidente que se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, algumas coisas poderia fazer de maneira diferente. Mas não me arrependo de nada até hoje não. Tudo o que fiz não foi para prejudicar ninguém e nem para usufruir pessoalmente daquela situação. Faria tudo de novo, e olha que fiz muita coisa”.
FONTE: SITE, JUSTIÇA DESPORTIVA
Aline Pereira e José Geraldo Azevedo
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Eurico Miranda e polêmica sempre foram sinônimos durante o tempo em que esteve à frente de um dos maiores clubes do Brasil, o Vasco da Gama. Brigas, bate-bocas, desafetos, títulos, amigos e inimigos foram algumas coisas que o ex-presidente do Gigante da Colina colecionou durante a maior parte dos 64 anos de vida. Hoje comandando um escritório de advocacia que sempre manteve junto com as atividades do futebol, Eurico recebeu a reportagem do site Justicadesportiva.com.br para falar, obviamente, sobre futebol e Vasco da Gama.
Com o habitual charuto em mãos, Eurico falou sobre o atual momento vivido pelo time do coração, na Série B, e contou como tem se sentido com esta situação. Ele também criticou os defensores da adequação do calendário do futebol brasileiro ao europeu. Eurico Miranda ainda aconselhou o Fluminense, lanterna do Campeonato Brasileiro, e contou que não pretende voltar ao Vasco, de onde saiu no ano passado após sua chapa sair derrotada das eleições convocadas após anulação de pleito anterior no clube.
JD – Você é a favor do formado de pontos corridos no Campeonato Brasileiro?
Eurico Miranda – “Sempre houve uma campanha muito forte da mídia com essa história de pontos corridos. Isso não é o que o apaixonado pelo futebol quer. Aqui é diferente. Você não tem quer copiar modelos europeus. A única coisa que o Brasil não tem que copiar de ninguém é o futebol. Se o futebol do Brasil não fosse organizado como muitos dizem, se fosse um país caracterizado apenas por ter excelentes jogadores, não estaríamos onde estamos. Não adianta ter uma boa quantidade de jogadores se não tem um mínimo de organização. O Brasil é cinco vezes campeão do mundo por que? Porque tem organização e isso foi baseado principalmente nos dois grandes centros, São Paulo e Rio de Janeiro. O torcedor quer ver o seu time sempre campeão. Ele quer o seu time com possibilidades de disputar título. Quando você disputa uma competição em que a parte mais interessante passa a ser você não ser rebaixado, o torcedor não vai comparecer. Quem está no meio da tabela não vai ao estádio ver o seu time jogar. O Estadual do Rio de Janeiro tem muito mais apelo do torcedor e sempre fui contrário a esse formato de pontos corridos”.
JD – Por que os jogadores não querem mais ficar no Brasil?
Eurico Miranda – “O futebol é difícil. Surgiram algumas medidas que prejudicaram muito os clubes. Os clubes são as células do futebol e sem eles não existiria nada. De repente vem uma Lei Pelé que tirou dos clubes a sua essência, que era a formação dos jogadores. O sonho de qualquer menino que começava era um dia jogar num clube do Rio de Janeiro e jogar no Maracanã. Hoje eles pertencem a empresários, não têm mais ligação com os clubes por conta de algo que não vejo como um problema, que é competir com o futebol europeu. É tão antigo o fato de um jogador ir para a Europa. Aliás, foi algo que sempre motivou os clubes para ter mais investimento. Era o ciclo que se renovava. A partir do momento em que houve um corte brusco nisso, em toda a estrutura do futebol, os clubes sofreram muito com isso, e os do Rio foram os mais afetados. Talvez isso tenha levado os clubes cariocas a não estarem hoje conquistando títulos. Se um dia vier a acontecer do Rio perder a hegemonia, se acontecer, não é para essa geração. Quem sabem em 50 anos?”
JD – Você apontaria algum favorito ao título do Brasileirão?
Eurico Miranda – “Acho que tem alguns clubes que tem um certo distanciamento dos outros, em questão de elenco, para esse campeonato. O Internacional teve uma caída, mas é um bom time. Tem também o Palmeiras e não me surpreenderei se o São Paulo vier a ser o campeão. Teve umas mudanças, mas é natural. Tem o Atlético/MG que está disputando bem, mas não acredito que terá fôlego para seguir até o fim. O título deve ficar entre Inter, Palmeiras e São Paulo”.
JD – Tem vontade de voltar a ser dirigente?
Eurico Miranda – “Não estou longe do futebol. Fui fundador do ‘Clube dos 13’ e isso foi a grande conquista dos clubes. Acho que agora não tenho que pensar em voltar a ser dirigente, e do Vasco nenhuma chance. Ajudei muito o Vasco e agora outros que ajudem. Servirei muito mais pela vivência que tenho no futebol, como uma espécie de consultor. O Vasco não deve abrir mão do pouco que sei e, sempre que for chamado, estarei presente. Mantenho sempre contato com quase todos os clubes do Brasil e uma vez ou outra alguém vem me pedir uma opinião”.
JD – Na sua gestão o Vasco correria o mesmo risco de cair para a Segunda Divisão, como acabou acontecendo no ano passado?
Eurico Miranda – “Eu usava uma frase que comigo não havia hipótese do Vasco cair para a Segunda Divisão, mas claro que os meus críticos e ‘inimigos’ achavam que, por exemplo, eu falava isso porque usaria de meios não-lícitos para impedir uma queda, mas não é isso. Quando falava, é porque quando se sente que há a possibilidade do rebaixamento, você tem que tomar medidas, e elas são administrativas. E tem que se tomar a tempo, não adianta se esperar, porque pode chegar num ponto que não tem mais jeito”.
JD – O Fluminense ainda tem chances de se recuperar e não ser rebaixado?
Eurico Miranda – “Se eles tomarem essas medidas (administrativas) não vão cair. Tem medidas gerais e medidas específicas. Você não pode tomar medida num clube que tomaria num outro. Até porque cada um tem a sua história e sua particularidade, e alguém que conheça essas particularidades é quem deve tomar uma medida. Nem sempre é o presidente do clube. Ele tem que ter a humildade de passar a bola para quem sabe de tudo, mas geralmente é o presidente que tem a condição de tocar o barco vendo pessoas que dêem suporte. O Fluminense tem que tomar medidas administrativas”.
JD – Você acha certo os clubes trocarem de treinadores quando passam por sufoco?
Eurico Miranda – “Todo mundo acha que as coisas melhoram com mudança de técnico, mas técnico não ganha jogo, ele pode perder jogo. Teve um treinador antigo que disse que não se faz omelete sem ovos. Não adianta ter um time sem jogadores, porque o treinador não vai fazer nada. Não adianta também sair contratando jogadores. Numa situação dessas, você tem que ter a certeza de que os pequenos detalhes estão funcionando, se o gelo chega, se a roupa está bem lavada, se os vestiários estão em condições, se a fisioterapia, musculação e departamento médico estão fazendo um bom atendimento, se os ônibus chegam e saem na hora certa, se que o serviço de limpeza está funcionando quando tem que funcionar, se as viagens estão sendo bem programadas. Não é tão simples”.
JD – Então não seria inteligente fazer o que muitos clubes fazem, atrasando salários de funcionários que recebem muito menos do que os jogadores?
Eurico Miranda – “O jogador tem que receber, mas os funcionários que ganham muito menos e trabalham nessa parte tem que receber em dia. Você não pode deixar um funcionário que ganha salário pequeno três meses sem receber. Isso afeta muito. Às vezes, você pode deixar de pagar um jogador com esses salários enormes para manter essa outra parte que é fundamental. Não justifica você pagar R$ 200 mil a um jogador e um funcionário que cuida da rouparia ganhando um salário mínimo e meio ficar sem receber quatro meses. A mídia quer saber se o futebol está em dia. Mas o que é o futebol? São os jogadores? Não, são todos que trabalham com a infra-estrutura necessária para o futebol acontecer. O jogador quer chegar e ter a sua roupinha limpa e separada no vestiário. As pessoas precisam entender o trabalho que temos para o time estar em campo. Você pode reduzir os custos, mas nunca vai conseguir reduzir o trabalho. Tem que ter os responsáveis por cada coisa, porque chega na hora do jogo, pode ser até que tenham esquecido do principal, que é a bola”.
JD – Por que o senhor sempre defendeu as federações de futebol?
Eurico Miranda – “Não se administra futebol pelo computador ou pelo telefone. São as federações que têm que fazer a administração. Esse Campeonato Brasileiro deve sua realização às federações. Coloca a CBF para realizar um jogo e vai ver que ela não tem estrutura. Parece simples organizar um jogo, mas não é. Primeiro tem que saber quem vai levar a bola, como vão se deslocar para lá, como vão dar as condições para o jogo. A CBF gosta muito de baixar normas, mas quem fiscaliza os clubes, quem cuida, quem trata, que faz e quem leva os clubes a fazerem isso são as federações”.
JD – Quando era dirigente, o senhor procurava orientar os seus jogadores quanto às infrações disciplinares?
Eurico Miranda – “Todos os meus jogadores eram orientados nesse sentido. Com jogador de futebol tem que falar quem eles respeitam, senão fica naquela história do acredite se quiser. A melhor figura para falar numa determinada situação é o presidente. A primeira coisa que o jogador vai perguntar e que ele quer saber é quem o paga, porque ele quer saber a quem cobrar se ele não receber. E quem paga é quem tem a credibilidade com o jogador. Além disso, com ele você não tem a possibilidade de errar. Você não erra duas vezes. Se você perder a credibilidade, você nunca mais recupera. Um jogador que tomasse cartão amarelo bobo para não viajar, porque não gostava de viajar, comigo viajava mesmo não podendo jogar, se soubéssemos que ele forçou o cartão”.
JD – Você é a favor da aplicação de multa para jogadores que não apresentam um bom comportamento?
Eurico Miranda – “Tem que ser analisado. Às vezes pode ter sido uma atitude infantil, mas se foi de propósito e não tinha a menor necessidade, acho que deve se punir sim. Existem várias maneiras de punir um jogador e talvez o que ele sinta mais é no bolso. Só que você não pode aplicar a punição para inglês ver. Existia aquela história de punir o jogador com pena pecuniária, mas quem pagava era o clube. Isso vai muito do dirigente. Mas tem que ter cuidado porque pode implicar na legislação trabalhista, porque não se pode descontar do salário do jogador. Tem que ter cuidado, mas sou favorável à punição dentro de um critério e não sendo levado pela paixão. Na época que eu era dirigente, profissional nenhum punia meus jogadores, a punição era minha. Entendo que um profissional não pode punir o outro porque ele também é passível de punição se ele errar. Das punições que apliquei, todas elas foram feitas por mim, ninguém tinha o poder de fazer isso. Poderiam apenas sugerir”.
JD – Se pudesse voltar no tempo, tem algo que faria diferente?
Eurico Miranda – “Tudo o que fiz faria de novo. Claro e evidente que se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, algumas coisas poderia fazer de maneira diferente. Mas não me arrependo de nada até hoje não. Tudo o que fiz não foi para prejudicar ninguém e nem para usufruir pessoalmente daquela situação. Faria tudo de novo, e olha que fiz muita coisa”.
FONTE: SITE, JUSTIÇA DESPORTIVA
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Rafael Martins (1990), Atleta Náutico
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Dr. Daniel Vieira no STJD

A Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu nesta quarta-feira, dia 27 de agosto, multar em R$ 1.500 o Santa Cruz/PE. O clube foi denunciado em função de atraso em partida do Campeonato Brasileiro da Série C.O advogado do Santa Cruz, Dr. Daniel Vieira, ainda não sabe se o clube recorrerá da decisão. "Foi uma punição um pouco pesada. Vamos conversar para saber se entraremos com o Recurso", concluiu, em entrevista ao site Justicadesportiva.
O tricolor pernambucano é o último colocado do Grupo 19 da Terceirona, com apenas dois pontos em quatro disputas. O empate por 1 a 1 com o Campinense/PB no último domingo, dia 24 de agosto, colocou fim ao objetivo da equipe de seguir adiante na competição nacional. O Santa Cruz volta a campo no dia 6 de setembro, quando enfrenta o líder Salgueiro/PE na casa do adversário.
Entenda o caso:
De acordo com o relatório da partida entre Santa Cruz/PE e Icasa/CE, realizada no dia 10 de agosto, o time pernambucano não cumpriu o horário estipulado para o retorno ao campo de jogo, contabilizando seis minutos de atraso na volta do vestiário.
O clube respondeu ao artigo 215 (Deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê multa de até R$ 1mil por minuto de atraso.
Em passagem anterior pelo STJD, o clube foi multado em R$ 800 por atrasar o reinício do confronto com o Potiguar, em sessão realizada pela Quarta Comissão Disciplinar, no dia 15 de agosto.
Você acompanhou esse julgamento aqui no Justicadesportiva, em tempo real!
O tricolor pernambucano é o último colocado do Grupo 19 da Terceirona, com apenas dois pontos em quatro disputas. O empate por 1 a 1 com o Campinense/PB no último domingo, dia 24 de agosto, colocou fim ao objetivo da equipe de seguir adiante na competição nacional. O Santa Cruz volta a campo no dia 6 de setembro, quando enfrenta o líder Salgueiro/PE na casa do adversário.
Entenda o caso:
De acordo com o relatório da partida entre Santa Cruz/PE e Icasa/CE, realizada no dia 10 de agosto, o time pernambucano não cumpriu o horário estipulado para o retorno ao campo de jogo, contabilizando seis minutos de atraso na volta do vestiário.
O clube respondeu ao artigo 215 (Deixar de apresentar a sua equipe em campo até a hora marcada para o início ou reinício da partida) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê multa de até R$ 1mil por minuto de atraso.
Em passagem anterior pelo STJD, o clube foi multado em R$ 800 por atrasar o reinício do confronto com o Potiguar, em sessão realizada pela Quarta Comissão Disciplinar, no dia 15 de agosto.
Você acompanhou esse julgamento aqui no Justicadesportiva, em tempo real!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
STJD antecipa julgamento do doping de Romário

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) afirmou nesta quarta-feira que o julgamento do caso de doping envolvendo o atacante Romário, do Vasco, foi antecipado e deve ocorrer no dia 18 de dezembro.
A decisão, que ocorrerá às 17h (de Brasília) e terá a presença do artilheiro, inicialmente aconteceria somente no ano que vem, mas o tribunal levou em consideração a importância do caso e a fato do atacante já ter 41 anos, não podendo ficar parado por muito tempo.
"Com certeza o Romário vai ficar lá para se defender e mostrar que o tônico capilar não era um doping", disse Paulo Reis, vice-presidente jurídico do Vasco.
O advogado informou também que já recebeu a documentação do STJD informando sobre o julgamento do atacante. "Vamos apresentar a defesa do jogador na sexta ou, no máximo, na segunda-feira, para que esse julgamento aconteça ainda neste ano", disse.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) afirmou nesta quarta-feira que o julgamento do caso de doping envolvendo o atacante Romário, do Vasco, foi antecipado e deve ocorrer no dia 18 de dezembro.
A decisão, que ocorrerá às 17h (de Brasília) e terá a presença do artilheiro, inicialmente aconteceria somente no ano que vem, mas o tribunal levou em consideração a importância do caso e a fato do atacante já ter 41 anos, não podendo ficar parado por muito tempo.
"Com certeza o Romário vai ficar lá para se defender e mostrar que o tônico capilar não era um doping", disse Paulo Reis, vice-presidente jurídico do Vasco.
O advogado informou também que já recebeu a documentação do STJD informando sobre o julgamento do atacante. "Vamos apresentar a defesa do jogador na sexta ou, no máximo, na segunda-feira, para que esse julgamento aconteça ainda neste ano", disse.
fonte: site TERRA
A decisão, que ocorrerá às 17h (de Brasília) e terá a presença do artilheiro, inicialmente aconteceria somente no ano que vem, mas o tribunal levou em consideração a importância do caso e a fato do atacante já ter 41 anos, não podendo ficar parado por muito tempo.
"Com certeza o Romário vai ficar lá para se defender e mostrar que o tônico capilar não era um doping", disse Paulo Reis, vice-presidente jurídico do Vasco.
O advogado informou também que já recebeu a documentação do STJD informando sobre o julgamento do atacante. "Vamos apresentar a defesa do jogador na sexta ou, no máximo, na segunda-feira, para que esse julgamento aconteça ainda neste ano", disse.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) afirmou nesta quarta-feira que o julgamento do caso de doping envolvendo o atacante Romário, do Vasco, foi antecipado e deve ocorrer no dia 18 de dezembro.
A decisão, que ocorrerá às 17h (de Brasília) e terá a presença do artilheiro, inicialmente aconteceria somente no ano que vem, mas o tribunal levou em consideração a importância do caso e a fato do atacante já ter 41 anos, não podendo ficar parado por muito tempo.
"Com certeza o Romário vai ficar lá para se defender e mostrar que o tônico capilar não era um doping", disse Paulo Reis, vice-presidente jurídico do Vasco.
O advogado informou também que já recebeu a documentação do STJD informando sobre o julgamento do atacante. "Vamos apresentar a defesa do jogador na sexta ou, no máximo, na segunda-feira, para que esse julgamento aconteça ainda neste ano", disse.
fonte: site TERRA
sábado, 17 de novembro de 2007
Entenda a saga da bandeirinha Ana Paula de Oliveira

A bandeirinha Ana Paula de Oliveira não causa polêmica apenas fora dos gramados de futebol. Além de alcançar sucesso numa profissão quase dominada por homens, a assistente de arbitragem caiu em descrédito após sucessivos erros e chegou até a apitar jogo da várzea.
Nascida em 26 de maio de 1978, na cidade de São Paulo, Ana Paula começou sua carreira como profissional em 1998, se filiando ao quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em 2001, fazia seu trabalho de estréia no Campeonato Paulista da Série A-1, na partida entre Palmeiras e Internacional de Limeira.
A partir daí, ganhou projeção nacional e participou de sua primeira decisão, em 2003 (Campeonato Paulista). Atuou em outras duas finais do Paulista (2004 e 2007) e da decisão da edição de 2006 da Copa do Brasil, entre Flamengo e Vasco. Também foi assistente no duelo entre Estados Unidos e Japão, válido pelas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de 2004.
Sua beleza chamava atenção. Sempre era sondada para ser capa de alguma revista masculina. Em 2005, fez ensaio sensual para outra revista, a "VIP". Em maio deste ano, em entrevista à mesma revista Playboy, ela havia dito que não posaria nua porque isso poderia causar problemas profissionais. No entanto, admitiu que, se não fosse bandeirinha, gostaria de fazer o ensaio numa praia.
Ela mudou de opinião num curto espaço de tempo. A decisão de posar nua ocorreu um mês depois que a Comissão de Arbitragem da CBF puniu a bandeirinha afastando-a da primeira divisão. Neste ano, ela cometeu erros considerados graves nos jogos entre Santos e São Paulo, e Botafogo e Figueirense.
A posição de Ana Paula deixou em dúvida alguns dos principais dirigentes da arbitragem nacional. O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Marcos Marinho, disse considerar que o fato (posar nua) não deve, em princípio, atrapalhar sua carreira nos gramados.
Por outro lado, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Edson Rezende, disse que reprova a atitude da auxiliar. "Acho que profissionalmente isso não vem a acrescentar nada. Uma pessoa pública deve evitar alguns comportamentos", disse.
A notícia de que a auxiliar de arbitragem posaria nua ganhou destaque inclusive na imprensa internacional. A edição on-line do jornal espanhol 'El País' estampou uma foto da bandeirinha em sua homepage com o título 'De árbitro a 'chica Playboy'' (de juíza a garota Playboy).
Jogo de várzea
Após sua punição, Ana Paula de Oliveira chegou a participar de jogos da Série B ou quarta divisão do futebol paulista. Com um uniforme todo cor-de-rosa, ela também trabalhou como árbitra de uma partida de futebol de várzea, em Ribeirão Preto (SP).
Não bastasse isso, ela foi reprovada recentemente em um teste físico realizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol) em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, e não poderá participar de jogos no mês de julho organizados pela entidade.
Fonte: folha on line
STJD pune Dunga e Elano

STJD suspende Dunga e Elano em amistosos do Brasil
O Brasil terá dois desfalques no amistoso contra a Irlanda, dia 6 de fevereiro de 2008. Na tarde desta quinta-feira, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu o técnico Dunga e o meia Elano por suas expulsões no amistoso contra o México, realizado no dia 12 de setembro. O resultado ainda será confirmado pela Fifa.
Dunga recebeu quatro jogos de suspensão, mas a pena deve ser reduzida pela metade.
O Brasil terá dois desfalques no amistoso contra a Irlanda, dia 6 de fevereiro de 2008. Na tarde desta quinta-feira, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu o técnico Dunga e o meia Elano por suas expulsões no amistoso contra o México, realizado no dia 12 de setembro. O resultado ainda será confirmado pela Fifa.
Dunga recebeu quatro jogos de suspensão, mas a pena deve ser reduzida pela metade.
O comandante da seleção recebeu quatro partidas de afastamento, enquanto o jogador do Manchester City, da Inglaterra, levou dois jogos. No entanto, como metade da pena será revertida em medidas sociais caso ambos não cometam novas irregularidades, Dunga deve se ausentar em dois amistosos e Elano, em um."Foi um processo bastante longo pela sua complexidade. O resultado não foi o que esperávamos, mas essa decisão não é definitiva. A Fifa ainda vai analisar para acatá-la ou não", disse Mário Pucheau, advogado de defesa dos integrantes da seleção, ao site Justiça Desportiva.O treinador foi denunciado no artigo 49, 1, "a" do Código Disciplinar da Fifa (CDF) por conduta antidesportiva contra um oficial de arbitragem no duelo com os mexicanos, disputado nos Estados Unidos.Já Elano foi enquadrado no artigo 47, "i" do CDF devido a sua expulsão por jogada brusca na mesma partida, vencida pelo Brasil por 3 a 1. A suspensão de dois jogos era a punição mínima prevista para esse caso.Seguindo o pedido do procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, responsável por encaminhar a denúncia, Dunga e Elano devem cumprir suas suspensões em jogos da mesma natureza do duelo com o México, ou seja, em amistosos.Com isso, ambos estão liberados para as próximas partidas válidas pelas eliminatórias da Copa de 2010. No dia 18 deste mês, o Brasil vai até Lima encarar o Peru. Três dias depois, recebe o Uruguai no estádio do Morumbi, em São Paulo.O julgamento desta quinta-feira, que durou mais de duas horas, sofreu um atraso porque alguns auditores defendiam que o Pleno do STJD não tinha competência para julgar o caso antes de alguma comissão disciplinar. Após uma votação, contudo, a maioria dos auditores decidiu responsabilizar o Pleno pelo julgamento.
fonte: uol.com.br
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